Juliana Corazza Scalabrin Psicóloga
Textos próprio, trabalhos desenvolvidos ao longo da minha formação. Achados na net sobre psicanálise e psicologia.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Arte e Psicanálise
Um texto fácil, que reflete a existência do Inconsciente e as possíveis sublimações. http://www.correiodeuberlandia.com.br/pontodevista/2011/11/29/psicanalise-e-ato-criador/
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Estímulo do bebê
Fui sexta feira passada, em uma dessas academias bem americanas para bebês. A idéia é estimular as criaturinhas, socializá-los e ainda gastar o tempo livre. Levei minha filha de 1 ano e 3 meses para sua primeira "aula".
A proposta era interessante, não fosse o esquema AULA: agora todo mundo aqui, todo mundo ali... Quando a criança queria explorar um brinquedo diferente escutei alguns rótulos, o que percebi claramente a falta de visão do que é a infância, e como cada bebe é diferente do outro. A minha idéia inicial era fortalecer o meu vínculo com ela, conhecendo melhor seus gostos, como ela se relaciona com o outro, qual brinquedo ela gostava mais, escutar uma música diferente ... Isso foi muito positivo, mas fiquei abismada em ver tantos outros com algumas babás tão desinteressadas.
Fiquei pensando na questão estímulos de bebês, achei esse texto na net que cabe um pouco nessa questão. A idéia aqui é conhecer o seu bebê e respeitar o tempo de cada um, cuidando para não gerar ansiedade, e não queimar etapas importantes do desenvolvimento.
O que eu vi é que muitos pensam em estimular para torná-los mais inteligentes, e às vezes se esquecem que o vínculo e o respeito de cada fase com estímulos do dia a dia podem são a chave fundamental para um desenvolvimento mais saudável e natural!
http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_032.html
A proposta era interessante, não fosse o esquema AULA: agora todo mundo aqui, todo mundo ali... Quando a criança queria explorar um brinquedo diferente escutei alguns rótulos, o que percebi claramente a falta de visão do que é a infância, e como cada bebe é diferente do outro. A minha idéia inicial era fortalecer o meu vínculo com ela, conhecendo melhor seus gostos, como ela se relaciona com o outro, qual brinquedo ela gostava mais, escutar uma música diferente ... Isso foi muito positivo, mas fiquei abismada em ver tantos outros com algumas babás tão desinteressadas.
Fiquei pensando na questão estímulos de bebês, achei esse texto na net que cabe um pouco nessa questão. A idéia aqui é conhecer o seu bebê e respeitar o tempo de cada um, cuidando para não gerar ansiedade, e não queimar etapas importantes do desenvolvimento.
O que eu vi é que muitos pensam em estimular para torná-los mais inteligentes, e às vezes se esquecem que o vínculo e o respeito de cada fase com estímulos do dia a dia podem são a chave fundamental para um desenvolvimento mais saudável e natural!
http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_032.html
sábado, 17 de setembro de 2011
Quando há Indicação de Psicoterapia para Crianças e Adolescentes?
Quando a sintonia familiar é quebrada, quando a dança não flui e está empacada é nessa hora que há a necessidade da psicoterapia! A criança pode apresentar diversos sintomas desde:
A criança que é muito sensível e ainda não teve tempo de criar tantas estratégias psíquicas, fica ali depositária de um fantasma paterno. Vive uma intersecção de dois universos diferentes, muitas vezes uma contradição dentro da sua casa. Isso pesa e precisa escapar. E escapa através desses sintomas!
Então na verdade, o sintoma nos é dado como um farol, um sinal de que ela sabe que precisa ser olhada pelas pessoas que mais as amam , vocês mesmos, os pais. É uma tentativa de dar conta e que 'Falha" na maioria das vezes incoscientemente.
Na área em que se tem mais dificuldade eles costumam captar e lhes fazem olhar para a sua questão.
Sabe aquilo que ele costuma fazer e te dói, ou te irrita? É aí que eles mexem, reviram e nos REVELAM...
O que vamos fazer nos encontros é tentar deixar a dança fluir melhor, com todas as características daquela família. É olhar, remexer...Nem sempre fácil, mas o resultado na grande maioria é lindo e rápido, sim rápido mesmo!!!
- enurese noturna (xixi na cama),
- dificuldade escolar,
- dificuldades de relacionamento,
- inibição e retraimento na escola,
- comportamento anti-social (mentiras, drogadição, roubos)
- agressividade exacerbada
A criança que é muito sensível e ainda não teve tempo de criar tantas estratégias psíquicas, fica ali depositária de um fantasma paterno. Vive uma intersecção de dois universos diferentes, muitas vezes uma contradição dentro da sua casa. Isso pesa e precisa escapar. E escapa através desses sintomas!
Então na verdade, o sintoma nos é dado como um farol, um sinal de que ela sabe que precisa ser olhada pelas pessoas que mais as amam , vocês mesmos, os pais. É uma tentativa de dar conta e que 'Falha" na maioria das vezes incoscientemente.
Na área em que se tem mais dificuldade eles costumam captar e lhes fazem olhar para a sua questão.
Sabe aquilo que ele costuma fazer e te dói, ou te irrita? É aí que eles mexem, reviram e nos REVELAM...
O que vamos fazer nos encontros é tentar deixar a dança fluir melhor, com todas as características daquela família. É olhar, remexer...Nem sempre fácil, mas o resultado na grande maioria é lindo e rápido, sim rápido mesmo!!!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Elogios II
Recebi este texto de uma amiga, e achei que valia a pena postá-lo.
Já escrevi sobre elogios, mas gostei da primeira parte do texto. Acho que não dá para forçar algo que não é inato nosso, mas ampliar a nossa consciência e tentar sempre é válido.
Atualmente as mães estão mais conscientes e sabem que o elogio ajuda na formação da auto estima do seu filho. Algumas acabam estimulando muito e acabam perdendo a veracidade. Eu acredito que devemos elogiar de fato (quando a criança fez realmente um esforço, independente do resultado.)
Também acho racional demais o que ele nomeou de elogios de superficialidade, que também fazem parte da vida. Que mãe nunca elogiou a beleza de seu filho, ou seu cabelo, por exemplo? Isso é afeto, não é racional !A vida é feita dessa "tentativa"de equilíbrio razãoXemoção. E não acredito que a criança chantageará porque escutou um elogio ou outro desse tipo. Mas que vale uma reflexão antes de um elogio, vale!
Elogie do jeito certo
por Marcos Meier
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.
Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”,
“Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”
… e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.
Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de conseqüência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.
As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar.
Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos.
O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
“Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.
Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é
ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los.
Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”.
Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.
Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. Seus livros são encontrados na loja
virtual www.kapok.com.br
Já escrevi sobre elogios, mas gostei da primeira parte do texto. Acho que não dá para forçar algo que não é inato nosso, mas ampliar a nossa consciência e tentar sempre é válido.
Atualmente as mães estão mais conscientes e sabem que o elogio ajuda na formação da auto estima do seu filho. Algumas acabam estimulando muito e acabam perdendo a veracidade. Eu acredito que devemos elogiar de fato (quando a criança fez realmente um esforço, independente do resultado.)
Também acho racional demais o que ele nomeou de elogios de superficialidade, que também fazem parte da vida. Que mãe nunca elogiou a beleza de seu filho, ou seu cabelo, por exemplo? Isso é afeto, não é racional !A vida é feita dessa "tentativa"de equilíbrio razãoXemoção. E não acredito que a criança chantageará porque escutou um elogio ou outro desse tipo. Mas que vale uma reflexão antes de um elogio, vale!
Elogie do jeito certo
por Marcos Meier
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.
Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”,
“Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”
… e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.
Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de conseqüência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.
As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar.
Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos.
O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
“Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.
Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é
ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los.
Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”.
Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.
Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. Seus livros são encontrados na loja
virtual www.kapok.com.br
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Leitura para Criança
Muitas mães me perguntam o que ler para seus filhos. Aqui vão preciosas dicas, alguns deles eu leio para os meus também: ) http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI237592-17759,00-OS+MELHORES+LIVROS+INFANTIS.html
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Um pouco da minha história Psi...
- Juliana Corazza Scalabrin
- A curiosidade pelo o que está por trás das ações, as motivações das pessoas me acompanha desde muito cedo.Aprecio a escuta e me realizo plenamente quando presencio uma bonita trasformação. Ainda no primeiro ano da faculdade participei de um grupo de estudos sobre Sigmund Freud. E a partir daí fui picada pelo bichinho da Psicánalise. Escrevo a minha história com ela sempre de pano de fundo. Logo após minha formação, entrei no curso Psicanálise da Criança e logo começei a participar da clínica da Instituição que me deu um grande suporte profissional. Através das reuniões interdisciplinares da equipe, entendi que o ser humano precisa ser visto como um todo. E isso ampliou ainda mais a minha visão de como entendo o Homem. Consultório/ Orientação Profissional no Premaesp/ Programa Aprendendo com Saúde SPDM. Profissional e mãe de 2 filhos lindos!!!